Paraíba

Globo exibe ‘O Sertão Vai Vir ao Mar’, com participação da Orquestra Sinfônica, na próxima segunda-feira

O telefilme ‘O Sertão Vai Vir ao Mar’, cujo processo de filmagem, realizado na Capital paraibana, foi mediado pela João Pessoa Film Commission (JPFC), criada pela Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope), será exibido na próxima segunda-feira (26), na Tela Quente, em todo o Brasil, pela Rede Globo. O filme tem participação da Orquestra Sinfônica Municipal de João Pessoa, que gravou um número para a trilha sonora.

É realmente um marco extremamente importante e histórico para nossa equipe da Funjope a exibição desse filme na Tela Quente pela contribuição muito especial que temos por meio da João Pessoa Film Commission (JPFC) na aceitação, na acolhida para o processo de gravação e na assistência à equipe para desburocratizar e acelerar as licenças e todo o processo de realização e gravação do set”, declara o diretor executivo da Funjope, Marcus Alves.

Ele afirma que é importante também pela fineza e qualidade artística e estética que a Orquestra Sinfônica Municipal dedicou na gravação da trilha sonora do filme. “A Funjope, mais uma vez, mostra que tem capacidade técnica, qualidade artística e planejamento administrativo e de política de cultura para abraçar grandes projetos como este filme que a Rede Globo exibe na próxima segunda”, acrescenta.

A coordenadora da programação das TVs Cabo Branco e Paraíba, Izabel Carvalho, elogia a Film Commission e a facilidade que ela proporciona ao processo audiovisual. “A Film Commission é bem necessária e relevante. Ela veio para desburocratizar os processos. Antes, para fazer um filme, era preciso sair buscando onde pedir autorização para uma coisa, com quem falar para outra e, com a chegada da Film Commission, tudo ficou concentrado lá. Não é difícil o acesso, não é complicado fazer as solicitações. Nós preenchemos um formulário dizendo o que queremos e eles resolvem tudo. Realmente, foi uma sacada incrível a criação da Film Commission. Veio para agregar bastante o meio audiovisual. Só tenho elogios”.

Izabel Carvalho também celebra a participação da Orquestra. “A trilha sonora ficou incrível. A Orquestra conseguiu levar para nossos ouvidos o que realmente é o filme. Cada acorde, cada música que colocaram em cada cena nos faz entrar literalmente na história. Incrível. A Orquestra realmente merece ser aplaudida de pé”.

Para a coordenadora, esse apoio é excelente para todo o estado. “É um apoio surreal. Onde eu chego, falo bem da Film Commission. Todo estado deveria ter uma porque facilita demais. Com a Film Commission, o retorno não demora. Muito positivo. E as pessoas têm que saber que a Film Commission existe, tem que ser inspiração para todos os estados”, afirma.  

Orquestra – O maestro Nilson Galvão, regente da Orquestra Sinfônica Municipal de João Pessoa, ressalta que a própria natureza da música, uma das suas essências, é o caráter colaborativo. “Nós entendemos esse caráter colaborativo da música e é sempre maravilhoso quando podemos colaborar não só dentro da nossa própria essência, mas interdisciplinarmente com outras artes. Isso é fenomenal e faz parte”, observa.

No Brasil, segundo ele, não existe tanto essa característica das orquestras fazerem trilha, mas lá fora é muito comum, principalmente trilha de ballet, trilha contemporânea para teatro.

O maestro diz que, apesar de, no filme, a música ser um suporte e não o principal, este momento é de uma importância extrema. “Uma instituição de cunho municipal, dessa forma que vai ser mostrada, amplia para além dos limites do município”, comenta.

Nilson Galvão observa que, para onde esse filme for, inclusive para fora do País, vai levar um pouco dessa instituição, a Orquestra Sinfônica Municipal de João Pessoa. “Isso é fantástico, maravilhoso porque, além de ser um pouco da nossa essência de fazer música, é uma mostra de que a Paraíba é completa com cinema, música e toda essa equipe que é capaz de produzir todas essas coisas que são belíssimas”, pontua.

“Eu vi, em primeira mão, o trecho em que a trilha sonora está inserida e é belíssimo, de uma plasticidade interessante, muito bonita, sem falar da história que é de uma sensibilidade incrível. Nós, enquanto músicos, cineastas, artistas, poderíamos colaborar mais e isso é uma coisa que vamos tentar fazer mais este ano com a Orquestra Sinfônica, que é estar colaborando com outras instituições e tentar trazer essa interdisciplinaridade entre elementos”, acrescenta.  

Resultados – Esta é uma ação que mostra concretamente os resultados que a João Pessoa Film Commission vem colhendo desde que foi criada. Somente em 2023, a Funjope, via JPFC, conseguiu mediar e ajudar na realização de, pelo menos, três produções audiovisuais.

Isto faz com que João Pessoa entre no circuito nacional de produções que gera emprego e renda na cidade. Para se ter ideia, este projeto gerou, em João Pessoa e na Paraíba, cerca de 400 empregos diretos para profissionais do setor audiovisual.

Cada uma destas produções investiu, em média, na cidade, R$ 1,2 milhão, mostrando que a cultura ajuda a desenvolver a economia, o que é essencial para o mercado audiovisual de João Pessoa e para a própria cidade porque gera emprego, renda e desenvolvimento.  

Gravação – A Funjope, por meio da João Pessoa Film Commission (JPFC), participou de dois momentos. Nos dias 2 e 3 de novembro de 2023, a JPFC esteve no set, articulando a gravação, que aconteceu na Praia do Seixas e também dando as liberações necessárias da Prefeitura.

No segundo momento foi feita a articulação junto à Orquestra Sinfônica Municipal para gravação da trilha sonora do filme no dia 12 de dezembro.  

Film Commission – A João Pessoa Film Commission foi criada pela Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope) e institucionalizada em 2022 envolvendo diversas secretarias, órgãos e instituições governamentais dos governos municipal e estadual.

  • Texto: Lucilene Meireles
    Edição: Andrea Alves
    Fotografia: Daniel Silva