Economia

Quantidade de transações de pagamento no primeiro semestre cresce 28% em relação ao mesmo período de 2022

Foram realizadas 50,2 bilhões de transações, que movimentaram R$ 50,6 trilhões, o equivalente a cerca de nove vezes o PIB do país. O celular foi o meio mais utilizado para se realizar pagamentos, transferências e consultas, atingindo o patamar de 85% do número total de transações efetuadas.

Essas informações fazem parte do panorama do mercado de pagamentos no Brasil, que contém dados atualizados até o segundo trimestre de 2023. Os números e os gráficos podem ser acessados nas Estatísticas de Meios de Pagamentos, “Dados Trimestrais”, divulgadas na semana passada. A publicação não contém informações sobre transações de pagamento com dinheiro em espécie.
No primeiro semestre de 2023, as transações de pagamento continuaram apresentando forte evolução, principalmente em termos de quantidade transacionada. Foram 50,2 bilhões de transações e um montante financeiro de R$50,6 trilhões, o equivalente a cerca de nove vezes o PIB do país, projetado para o mesmo período. Os dados representam um crescimento de 28% na quantidade de transações e de 9% no volume transacionado em comparação ao primeiro semestre de 2022.
Segundo o relatório, uma das explicações para esse crescimento, em termos de quantidade de transações, é o aumento na utilização do Pix como alternativa para se realizar pagamentos, que apresentou um crescimento de 81% em comparação ao primeiro semestre de 2022. Além disso, o mercado de cartões manteve seu crescimento em todas as suas modalidades: crédito (13%); débito (5%); e pré-pago (43%). Outras modalidades de pagamento registraram queda no período: TED (-11%); transferências intrabancárias (-3%); e cheque (-20%).
“O processo de digitalização dos meios de pagamentos de varejo se mantém em crescimento no país, fruto de ações regulatórias dedicadas a incentivos à inovação e à competição no Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB). Isso tem propiciado um ambiente de negócios mais seguro e eficiente, com menores custos de transação e maior oferta de produtos e serviços, e, principalmente, acessível à população”, explica Ricardo Pereira de Araújo, Chefe-Adjunto do Departamento de Competição e de Estrutura de Mercado do Banco Central.
Ticket Médio
Em comparação com o primeiro semestre de 2022, a TED foi o instrumento de pagamento que apresentou o maior valor médio por transação no primeiro semestre de 2023, R$46 mil (R$40 mil, em 2022), seguido da transferência intrabancária, com R$20 mil (R$18 mil, em 2022). A transação média com Pix foi de R$418 (R$475, em 2022) e com cartão de crédito, débito e pré-pago foi, respectivamente, de R$127, R$61 e R$27 (R$125, R$65 e R$29, em 2022).
Instrumentos
Em relação à participação na quantidade de transações por tipo de instrumento de pagamento, o Pix alcançou o patamar de 36% das transações realizadas no segundo trimestre de 2023. No mesmo período de 2022, as transações com Pix corresponderam a 26% do total. As operações com cartões tiveram sua participação reduzida para 41%, enquanto no primeiro semestre de 2022 correspondiam a 46%.
Canais
Em termos de quantidade de transações por canal de serviços (internet, telefone celular, agências e postos de atendimento, correspondentes, caixas-automáticos e centrais de atendimento), destaca-se a utilização crescente de telefones celulares como principal forma de acesso a operações de pagamentos, transferências e consultas, alcançando o patamar de 85% do número total de transações realizadas no segundo trimestre de 2023, o que representa um crescimento de 29% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Saques
No primeiro semestre de 2023, as operações de saques em espécie apresentaram redução de 20% na quantidade de transações e de 9% no volume de recursos sacados em comparação com o mesmo período do ano anterior. Quando comparado com o mesmo período de 2019, momento anterior à restrição de mobilidade decorrente da pandemia de covid-19 e à introdução do Pix, a queda na quantidade de saques em espécie foi de 38%; e, no volume de recursos, de 29%.
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