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Patrimônio histórico de Sousa é debatido em sessão especial da Assembleia

A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) realizou sessão especial, na tarde desta terça-feira (26), no plenário “Deputado José Mariz”, para debater com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba (IPHAEP) estudo e a possibilidade de liberação de áreas tombadas que não possuem perfil para preservação histórica no município de Sousa.

O evento proposto pelo deputado André Gadelha reuniu gestores públicos, empresários, comerciantes e especialistas a área.

Ao justificar a iniciativa, André Gadelha disse que a sessão especial atende aos interesses de outros 14 municípios da região polarizada por Sousa, “que vêm sofrendo com a questão da legislação do IFHAEP, que faz com que as cidades tenham um bloqueio de crescimento vertical”.

“A gente precisa modernizar as cidades, mas também respeitar o patrimônio histórico. Então, essa discussão é para que nós possamos aqui acrescentar ao IFHAEP casos específicos como terrenos tombados da cidade”, disse o deputado, defendendo o crescimento econômico e a modernização da cidade, além da geração de emprego e renda no município.

O executivo Vítor Pessoa, chefe de gabinete do IPHAEP, destacou a importância do debate envolvendo o patrimônio histórico, no âmbito do Poder Legislativo. “É uma alegria para o IFHAEP ver o interesse da Assembleia em debater esse importante assunto para a Paraíba, porque preservar o patrimônio histórico é manter nossa história viva para os nossos filhos, para os nossos netos e assim sucessivamente. Imagine então se as gerações passadas não tivessem preservado o nosso patrimônio, o que é que teríamos hoje em dia? Então é de suma importância esse debate”, acrescentou.

Para o empresário Zilmar Leandro da Silva, vice-presidente do Clube de Dirigentes Lojistas (CDL) de Sousa, é importante preservar o patrimônio histórico, mas também é preciso estimular o crescimento econômico da cidade “porque, da forma como está atualmente em Sousa, o comércio deixa de crescer, o empresário deixa de fazer investimento, a população deixa de ganhar emprego e de gerar renda”.

O empresário informou que existem cerca de 1.400 imóveis tombados, “mais do que muitas cidades históricas da Bahia e de Minas Gerais. “Não queremos mexer no que já existe tombado, mas precisamos poder utilizar os terrenos que não têm perfil para tombamento e, com isso, gera desenvolvimento para o município e emprego e renda para a população”, finalizou.

Também prestigiaram o evento os deputados estaduais George Morais, que secretariou os trabalhos, Daniele do Valle, Hervázio Bezerra e Dra. Paula; o vereador Odon Bezerra, representando a Câmara Municipal de João Pessoa; o empresário Raniéri Rezende da Nóbrega, representando da Associação Comercial e Industrial de Sousa; e o vereador Novinho de Carlão, presidente da Câmara Municipal de Sousa, representando os demais parlamentares mirins do município.