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Campina Grande inicia campanha Outubro Rosa na próxima segunda

A programação começa com uma formação sobre Atuação Multiprofissional na Redução do Câncer de Mama, a partir das 8h30 no auditório da Faculdade Maurício de Nassau, no bairro da Liberdade. Participam do debate o nutricionista Pablo Norte, a médica mastologista Adriana Cariri, a ginecologista, obstetra e mastologista Gyanka Porto, a enfermeira obstétrica Sheila Milena e a assistente social Luzimar Lacerda. O evento é aberto a todos os públicos, com foco nos profissionais de saúde.

A partir desta segunda-feira, 2, as mulheres que preenchem os critérios para a realização da mamografia também vão poder agendar seu exame por meio de um mutirão promovido em parceria com o Hospital Universitário Alcides Carneiro (HUAC). As interessadas podem fazer o agendamento pelo telefone (83) 2101-5566.
Durante todo o mês, outras ações importantes serão realizadas e a oferta de consultas com mastologistas e de exames de mamografia foi ampliada na rede municipal de saúde e na rede conveniada. Entre os dias 18 e 21 de outubro, também haverá o Mutirão Saúde de Verdade, no Complexo Habitacional Aluízio Campos, onde serão ofertados os exames e as consultas.

Para ter acesso, as mulheres devem procurar as Unidades Básicas de Saúde, onde é realizado o agendamento. A solicitação da mamografia pode ser feita pelo médico e até pela enfermeira. Em Campina Grande, a faixa etária de mulheres que têm direito ao exame de forma regular é maior que a do Ministério da Saúde. Enquanto em todo o Sistema Único de Saúde (SUS) a faixa etária elegível a fazer a mamografia é de 50 a 69 anos, em Campina essa garantia é estendida às mulheres 40 a 69 anos.

“O diagnóstico precoce aumenta a possibilidade de cura. Quanto mais cedo vier o rastreamento, maiores são as chances de recuperação. Por isso é tão importante realizar a mamografia rotineiramente. A indicação é que seja feita anualmente”, disse a coordenadora de Saúde da Mulher da Secretaria Municipal de Saúde, Ana Cristina Rodrigues.

Alguns fatores de risco são obesidade e sobrepeso, consumo de bebida alcóolica, sedentarismo, uso de contraceptivos hormonais, histórico familiar de câncer de ovário ou de mama, não ter tido filhos, não ter amamentado, ter a primeira gravidez após os 30 anos, ter menstruado antes dos 12 anos, estar no período de menopausa, entre outros.

A adoção de práticas simples como fazer exercício físico regularmente, ter uma alimentação saudável, evitar o consumo de bebidas alcoólicas e o tabagismo podem reduzir as chances de desenvolvimento do câncer. O tratamento depende do estadiamento e do tipo de tumor, sendo realizado por meio de cirurgia, quimioterapia, radioterapia ou hormonioterapia.

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