O ministro das Comunicações, Gilberto Kassab (PSD), anunciou nesta quarta-feira (4) que não deixará o comando da pasta para disputar as eleições de outubro.

“Eu não deixo o governo”, disse o ministro ao ser questionado se sairia da pasta até o fim da semana para concorrer às eleições.

A declaração foi feita após a participação em evento no Palácio do Planalto para sanção da flexibilização do Programa Voz do Brasil.

 

Kassab era cotado para ser vice de João Doria (PSDB) ao governo de São Paulo. O tucano deixa esta semana a prefeitura da capital paulista para disputar o Palácio dos Bandeirantes.

Para o posto de vice na chapa encabeçada por Doria, Kassab deve indicar Alda Marco Antônio (PSD), que foi sua vice quando ele era prefeito de São Paulo.

Os ocupantes de cargos no Executivo precisam se desvincular até a próxima sexta-feira (6), de acordo com as regras eleitorais, que exigem a saída em até seis meses antes da disputa, caso queiram ser candidatos.

Até o momento, dois ministros já deixaram a Esplanada com o objetivo de disputar eleições. Maurício Quintella deixou o Ministério dos Transportes para concorrer ao Senado por Alagoas. Em seu lugar, assumiu Valter Casimiro, que era diretor do Dnit. Outro que já deixou a Esplanada foi Ricardo Barros, que entregou a Saúde para tentar se reeleger à Câmara.

A previsão é de que até sexta-feira (6) outros oito ministros deixem seus cargos, entre eles Henrique Meirelles (Fazenda). Sem garantias de que será o candidato ao Palácio do Planalto, ele se filiou na terça (3) ao MDB.

A estratégia é tentar viabilizar sua candidatura à Presidência da República, mas isso dependeria da desistência do presidente Michel Temer, que tem dito que vai concorrer à reeleição.

Ainda esta semana, Temer dará posse a uma nova equipe econômica. O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, assumirá a presidência do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento). O atual secretário-executivo da pasta, Esteves Colnago, será promovido ao posto de ministro do Planejamento.

O comando do BNDES foi deixado por Paulo Rabello de Castro, que será candidato à Presidência da República nas eleições deste ano.

Já Meirelles deve ser substituído por seu secretário-executivo, Eduardo Guardia. Com informações da Folhapress.

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